Tim Festival Curitiba - The Killers, Arctic Monkeys e Bjrk
31/10/2007 - Pedreira Paulo Leminski - Curitiba/PR
Minhas aventuras la Hunter Thompson passam dos limites s vezes, principalmente nestes festivais ditos indie (e que claro, fogem deste rtulo como diabo da cruz).
Munido de uma coragem que nem eu imaginei que eu tinha, e aps promessas furadas de que jamais voltaria a uma edio do Tim Festival aps a bizarra experincia do ano passado, encarei o caminho para a bela Pedreira Paulo Leminski em Curitiba/PR, seguindo o rastro que me fizeram encontrar uma gigantesca fila de camisetas listradas e cabelos repicados.
Estava claro que o Tim Festival 2007 acertou (no sentido custo/benefcio) nas bandas deste ano, trazendo uma massa para os shows, um pblico no mnimo 3 vezes maior do que no ano passado, e segundo dizem os organizadores, 20 mil pessoas somente em Curitiba.
Devido a fila e o total desinteresse, acabei perdendo a primeira banda da noite, o Hot Chip. O show foi to importante e pontual que particularmente no conheo nenhuma pessoa que tenha os visto naquele comeo de noite na quente cidade modelo. Ok, prxima.
Sabendo dos atrasos em So Paulo e Rio De Janeiro, logo imaginei que demoraria a montagem de palco da Bjork, e claro, o Tim no me decepcionou, fazendo trocas de palcos longas e sacais, e para melhorar, antes da pequena notvel islandesa entrar no palco, uma irritante msica (obviamente escolhida pela artista) se arrastava pelo baixo P.A.. Desesperador.
Quando conheci o Sugarcubes pelos idos dos anos 90, jamais imaginei o quo cult a Bjrk iria se tornar, tampouco que a veria um dia, ainda mais tocando msicas to chatas com um show de raio lasers no palco bem parecido ao usado pelo RPM na poca do show 'Rdio Pirata' (srio!).
Com set baseado em seu mais recente lbum, "Volta", a espevitada pulou, danou, soltou teias de aranha artificiais em "Hunter", e magnetizou os fs. Um show lindo de se ver (mesmo!), um porre de se ouvir (mesmo!). O grande destaque do show da Bjrk, para os que no estavam hipnotizados a caminho da glida e fantasiosa dimenso em que a cantora se encontrava, era o tal do ReacTable. No sabe que diabos isso? Eu tambm no sabia. Aprenda aqui.
O grande highlight da noite, alm do tal ReacTable ai de cima, era a cerveja "barata", trs reais a lata, preo bem mais baixo do que normalmente cobrado em eventos do tipo.
Aps uma longa 'desmontagem' de palco, o Arctic Monkeys, a tal maior banda do mundo, o hype dos hypers, a banda que mais vendeu disco no Reino Unido etc etc etc assume o posto.
Estava curioso pelo show deles, seus hits da gerao mp3/youtube/NME so bacanas, e toda a banda exala frescor, prometendo uma apresentao energtica. E foi.
Msicas de seus dois discos foram executadas, com destaque para as mais populares, como "The View From Afternoon", "Brianstorm", "Fluorescent Adolescent" e "I Bet You Look Good on the Dance Floor", hino mximo de toda essa molecada errr.. indie?
O Arctic Monkeys fez seu papel, tocou as msicas quase sem interrupo e com forte pegada, o nico porm o fato de que a banda talvez funcione melhor num local pequeno, com direito a stage dives e tudo mais. Os quatro rapazes Sheffield ainda no so uma banda de arena. Em minha modesta opinio, este foi o melhor show do Tim Festival.
Mais uma troca de palco de durao eterna, e toda a pompa e circustncia desnecessria fora montada. O palco do Killers, voc j deve ter lido/visto, recheado de luzinhas de natal, arbustos e flores, uma espcie de decorao de natal... err.. Indie? (De novo! Inevitavl.)
Freddy Mercu..ops, Brandon Flowers, comandou como um maestro, inclusive nos trejeitos, o profissionalissimo e afetado show do The Killers de ponta-a-ponta.
A banda com ares de mega-show fez toda a Pedreira pular e rebolar ao som de seus hits: "Sam's Town", "Jenny Was A Friend Of Mine", "When You Were Young", o cover do Joy Division "Shadowplay", "Bones", a bela "Mr. Brightside" e "Somebody Told Me", esta ltima que fez com que a Pedreira se transformasse numa filial gigante a cu aberto da casa noturna James, a mais famosa entre o pblico errr... Indie, de Curitiba.
Assistir ao Killers em 2007, acredito, seja como ter assistido ao Soft Cell nos anos 80, ou ao Pet Shop Boys nos anos 90, uma danceteria ao vivo, mas com um ar blas dificl de engolir, ainda mais pessoas que, como eu, vem de uma escola punk rock de ser.
O pblico pareceu satisfeito, viu ao vivo o que s viam na MTV ou no YouTube, danou e se esbaldou, mas era ntido que boa parte deste pblico era descartavl, e daqui um ou dois anos, estar danando ao som de outro som da moda.
Comparado com RJ e SP, a edio CWB do festival foi a com menos problemas acredito, pois apesar das trocas de palco demoradas, o atraso no foi alm do j esperado, a cerveja manteve-se gelada at o final e todos os grupos tocaram com bastante liberdade no imenso palco da Pedreira.
Hunter Thompson de terceiro mundo assim, desce a p da pedreira, espera e briga por um taxi por uma hora e meia e termina a noite comendo pizza de super-mercado. Mas quer saber? Ano que vem vou l de novo.
31/10/2007 - Pedreira Paulo Leminski - Curitiba/PR
Minhas aventuras la Hunter Thompson passam dos limites s vezes, principalmente nestes festivais ditos indie (e que claro, fogem deste rtulo como diabo da cruz).
Munido de uma coragem que nem eu imaginei que eu tinha, e aps promessas furadas de que jamais voltaria a uma edio do Tim Festival aps a bizarra experincia do ano passado, encarei o caminho para a bela Pedreira Paulo Leminski em Curitiba/PR, seguindo o rastro que me fizeram encontrar uma gigantesca fila de camisetas listradas e cabelos repicados.
Estava claro que o Tim Festival 2007 acertou (no sentido custo/benefcio) nas bandas deste ano, trazendo uma massa para os shows, um pblico no mnimo 3 vezes maior do que no ano passado, e segundo dizem os organizadores, 20 mil pessoas somente em Curitiba.
Devido a fila e o total desinteresse, acabei perdendo a primeira banda da noite, o Hot Chip. O show foi to importante e pontual que particularmente no conheo nenhuma pessoa que tenha os visto naquele comeo de noite na quente cidade modelo. Ok, prxima.
Sabendo dos atrasos em So Paulo e Rio De Janeiro, logo imaginei que demoraria a montagem de palco da Bjork, e claro, o Tim no me decepcionou, fazendo trocas de palcos longas e sacais, e para melhorar, antes da pequena notvel islandesa entrar no palco, uma irritante msica (obviamente escolhida pela artista) se arrastava pelo baixo P.A.. Desesperador.
Quando conheci o Sugarcubes pelos idos dos anos 90, jamais imaginei o quo cult a Bjrk iria se tornar, tampouco que a veria um dia, ainda mais tocando msicas to chatas com um show de raio lasers no palco bem parecido ao usado pelo RPM na poca do show 'Rdio Pirata' (srio!).
Com set baseado em seu mais recente lbum, "Volta", a espevitada pulou, danou, soltou teias de aranha artificiais em "Hunter", e magnetizou os fs. Um show lindo de se ver (mesmo!), um porre de se ouvir (mesmo!). O grande destaque do show da Bjrk, para os que no estavam hipnotizados a caminho da glida e fantasiosa dimenso em que a cantora se encontrava, era o tal do ReacTable. No sabe que diabos isso? Eu tambm no sabia. Aprenda aqui.
O grande highlight da noite, alm do tal ReacTable ai de cima, era a cerveja "barata", trs reais a lata, preo bem mais baixo do que normalmente cobrado em eventos do tipo.
Aps uma longa 'desmontagem' de palco, o Arctic Monkeys, a tal maior banda do mundo, o hype dos hypers, a banda que mais vendeu disco no Reino Unido etc etc etc assume o posto.
Estava curioso pelo show deles, seus hits da gerao mp3/youtube/NME so bacanas, e toda a banda exala frescor, prometendo uma apresentao energtica. E foi.
Msicas de seus dois discos foram executadas, com destaque para as mais populares, como "The View From Afternoon", "Brianstorm", "Fluorescent Adolescent" e "I Bet You Look Good on the Dance Floor", hino mximo de toda essa molecada errr.. indie?
O Arctic Monkeys fez seu papel, tocou as msicas quase sem interrupo e com forte pegada, o nico porm o fato de que a banda talvez funcione melhor num local pequeno, com direito a stage dives e tudo mais. Os quatro rapazes Sheffield ainda no so uma banda de arena. Em minha modesta opinio, este foi o melhor show do Tim Festival.
Mais uma troca de palco de durao eterna, e toda a pompa e circustncia desnecessria fora montada. O palco do Killers, voc j deve ter lido/visto, recheado de luzinhas de natal, arbustos e flores, uma espcie de decorao de natal... err.. Indie? (De novo! Inevitavl.)
Freddy Mercu..ops, Brandon Flowers, comandou como um maestro, inclusive nos trejeitos, o profissionalissimo e afetado show do The Killers de ponta-a-ponta.
A banda com ares de mega-show fez toda a Pedreira pular e rebolar ao som de seus hits: "Sam's Town", "Jenny Was A Friend Of Mine", "When You Were Young", o cover do Joy Division "Shadowplay", "Bones", a bela "Mr. Brightside" e "Somebody Told Me", esta ltima que fez com que a Pedreira se transformasse numa filial gigante a cu aberto da casa noturna James, a mais famosa entre o pblico errr... Indie, de Curitiba.
Assistir ao Killers em 2007, acredito, seja como ter assistido ao Soft Cell nos anos 80, ou ao Pet Shop Boys nos anos 90, uma danceteria ao vivo, mas com um ar blas dificl de engolir, ainda mais pessoas que, como eu, vem de uma escola punk rock de ser.
O pblico pareceu satisfeito, viu ao vivo o que s viam na MTV ou no YouTube, danou e se esbaldou, mas era ntido que boa parte deste pblico era descartavl, e daqui um ou dois anos, estar danando ao som de outro som da moda.
Comparado com RJ e SP, a edio CWB do festival foi a com menos problemas acredito, pois apesar das trocas de palco demoradas, o atraso no foi alm do j esperado, a cerveja manteve-se gelada at o final e todos os grupos tocaram com bastante liberdade no imenso palco da Pedreira.
Hunter Thompson de terceiro mundo assim, desce a p da pedreira, espera e briga por um taxi por uma hora e meia e termina a noite comendo pizza de super-mercado. Mas quer saber? Ano que vem vou l de novo.